NOVO curso de Gastronomia Vegana Saudável. De 19 a 23 de setembro - Inscrições abertas!

O CURSO DE GASTRONOMIA VEGANA SAUDÁVEL! 

COM RECEITAS INÉDITAS DE ALIMENTAÇÃO VIVA!

INSCRIÇÕES ABERTAS - VAGAS LIMITADAS!
No Paraíso Arte Hotel em Ribeirão Grande - SP (3 horas da capital)

Valores:
Alimentação completa (500,00) + curso (1200,00) + hospedagem duplo(600,00) – R$ 2300,00
Alimentação completa (500,00) + curso (1200,00) + hospedagem triplo(400,00) – R$ 2100,00

Para as inscrições até dia 30 de julho o curso e alimentação estarão com o valor promocional de R$1540,00 + hospedagem

Informações e inscrições: contato.oficinadasemente@gmail.com
Teleonfes: (15) 3542-3878 ou (15) 99639-3071 vivo ou (15) 98117-6084 tim




Consultório de Três Dias e Mini Curso de Culinária Viva - 12 a 14 de Setembro - Inscrições Abertas!


Comece a mudar a sua saúde!
Um fim de semana com palestras, aulas de culinária viva curativa e consultas.

Informações: contato.oficinadasemente@gmail.com
Telefones: (15) 3542-3878 ou (15) 99639-3071

Pacote completo:
R$ 850,00 ou 3X 300,00

Outras opções:
Somente Mini Curso:
OFICINA CULINÁRIA /PALESTRA c/ alimentação inclusa – 500,00

Acompanhante:
REFEIÇÕES (desjejum, almoço, lanche e jantar) – 220,00

INSCRIÇÕES ABERTAS!! 
Vagas Limitadas!




Nirvananda

NIRVANANDA
Desde a porteira avista-se o terreno ondulado, ornado por uma floresta que cerca toda a propriedade. O laguinho repousa em seu leito sereno, refletindo a imagem da casinha, construída há muitos anos atras. Quando sopra o vento, as águas sossegadas refletem a floresta, formando um mosaico com as cores refletidas. O riachinho contorna a casa, com suas águas nascendo a muito pouca distancia dali, em florestas mais densas, e junta-se com outro, que vem da floresta ao norte e desce serpenteando por um pequeno vale, cheio de flores e cogumelos nativos. Muitas nascentes, muita água e muita terra disponivel para o plantio organico.

Os insetos e os passaros dominam a fauna, mas mesmo sem camisa de manga comprida, caminhamos pelo sítio sem uma sequer picada de mosquito. Os insetos predominantes sao as vespas, muitos tipos de vespas diferentes. Testemunhas de que o pequeno paraíso é também um paraíso ecológico. Explico: as fumigações de inseticidas, por tratores ou aviões estão exterminando estes maravilhosos e importantíssimos bichinhos. Ontem mesmo percebi que um pequeno e mimoso enxame formou-se na leira do telhado. Após examinar, percebi que a construção anunciada nao perturbará a abertura da janela. Do contrário, farei um aparador, para que as vespinhas fiquem mais a vontade.

Besouros, abelhas, joaninhas, de formas e cores que ainda nao havia visto, dão uma pequena amostra da impressionante biodiversidade da floresta que esta proxima à região do sítio: o Parque Estadual Intervales. Região conhecida em todo o mundo pelos observadores de pássaros. Já vi de diversos tamanhos e cores que ainda não conhecia. Tem uns que chegam pela manhã e tem as cores brilhantes verdes ou azuis. Um espetáculo da natureza. O Sítio Terapêutico Nirvananda está dentro da chamada "zona de amortecimento". Nossa pratica estará de acordo com as preconizadas para este tipo de zoneamento: plantios orgânicos, agrofloresta, proteção ambiental. Mas estaremos introduzindo um conceito totalmente novo: a saude ecológica.

O Nirvananda é um lugar de evolução, pessoal, em grupo e com o planeta. Aqueles que escolherem um período de suas vidas para lá ficar experimentarão profundas mudanças em seus corpos físicos, mentais e espirituais. Das hortas orgânicas sairão todos os ingredientes que comporão o cardápio diário, semanal, mensal e anual. A cozinha será área importantíssima. Ampla, equipada com instrumentos para a pratica de alimentação viva e respeitando todas as normas de higiene, atuara como cozinha nos retiros e cursos, mas terá função constante como uma pequena fabrica de produtos biogenicos, usando os ingredientes orgânicos produzidos no sítio.

Já havia um amadurecimento para obter este espaço na Terra.

Existe o tipo de sítio "dionisíaco", onde tudo é prazer, o deleite com a paisagem, com as arvores e o contorno da natureza, a sala e a varanda com redes e confortos da vida urbana, como televisão. Acredito que seja o tipo de sitio mais comum. Mas nosso sítio e "pitagorico". Ele se entende na sua função, como um lugar irradiador de uma nova filosofia, de uma nova cultura. Não compramos o sítio para visita-lo aos fins de semana e morar na cidade, mas sim para morar nele e visitar as cidades e o mundo de vez em quando.

Quando a noite chega, um vento fresco que sopra da floresta faz o clima de paraiso. Delas brotam sons com uma intensidade que eu nunca ouvi: sapos, passaros noturnos, grilos cantam ao mesmo tempo, em uma população gigantesca.Uma verdadeira sinfonia da natureza. Hora de meditar e esperar que o corpo sinta a necessidade de descanso.


Neste dezembro de fins de ciclos (um de minha vida, outro do planeta) estamos mudando para o Sítio Terapêutico Nirvananda, na aldeia Boa Vista, município de Ribeirao Grande, a 250 km de São Paulo. Nossa casa será de todos vocês. Lá atenderemos consultas, cuidaremos de nascentes, plantaremos hortas e agrofloresta, meditaremos, brincaremos com as crianças. Trata-se de um resgate histórico em minha vida. Resgato minha infância, gravada nas margens de riachos, pedras e árvores do sítio Nirvana, na Guaratiba dos anos setenta. Ele teve de ficar após minhas mudancas fisicas e transmutaçoes espirituais.Transformou-se em uma meta a ser buscada com o empenho de nosso grupo de trabalho, especialmente Maya Beermann, que agora compartilha comigo cada gota desse paraíso. Espero que todos venham, os que me apoiaram e nem precisam e os que nao me apoiaram e dela precisam. Ao abraçar esse pedacinho do planeta que Deus me dedicou, me sinto perdoado por todo mal que possa ter feito a um irmão, mesmo sem saber. Também quero que me perdoem e que venham me visitar. Acenderemos uma fogueira e queimaremos nela todo resquício de magoa ou ressentimento.


Meu avô, o jornalista Firmino Peribanez, bem escolheu o nome "Nirvana" para o sitio em que vivi minha infancia. Ao modificar o sufixo - afinal o sitio paulista é diferente do carioca - para Nirvananda, a nova palavra em sanscrito traz a caracteristica de caminho: o "Caminho da Eterna Felicidade".


O rei esta nu

O REI ESTA NU

Conta um conto que um alfaiate esperto foi chamado por um rei para que lhe fizesse as vestes. O alfaiate então costurou o ar, ao redor do rei, perguntando-lhe o que achava. O rei, com uma mistura de vaidade, orgulho e mesmo ingenuidade concordou que sua roupa era digna de sua nobreza, embora ele mesmo se visse nu ao espelho. Afinal, como o alfaiate malandro podia ver o tecido e ele, o próprio rei, não? Assim feito, chamou a corte e apresentou sua nova roupa e mesmo desfilou pelas ruas, vestido de sua própria nudez. Muitos, da corte e da população, também não admitiam que o rei estava nu, forcadas pelas próprias ilusão e ignorância.
Quando vejo nosso rei do futebol, na televisão, usando a camisa que tornou sagrada, em nome da industria de agronegocios do Brasil, me sinto como alguém que vê o rei nu e ridicularizado. Lamento que muitos brasileiros acreditem na farsa e vejam o rei vestido. Talvez estes anunciantes tivessem que ter um pouco mais de pudor. Afinal, a industria de armas não anuncia na TV que a venda de mísseis e carros de combate aumenta a receita do pais, muito menos chama o Fittipaldi para pilotar um helicóptero. A venda de soja e milho transgenico aumentam a receita do pais, verdade. Mas a que custo?
 
Para que este modelo agricola se constitua, estamos esgotando nossas reservas hídricas. As monoculturas se tornaram a regra, e para manter este deserto verde artificial, bilhões de litros de agua jorram, bombeados por maquinas violentas. A visão é quase a de um fenômeno natural, um géiser ou uma cachoeira. Mas é uma maquina, uma não, milhares destas maquinas, criando uma chuva artificial, drenando riachos, lagos, lençóis freaticos e esgotando nosso recurso natural mais valioso na frente de nossos olhos.
 
A mata atlântica, o cerrado e a Amazônia vem sendo mutilados sem a menor piedade. Para que a soja brasileira alimente os porcos da Dinamarca. A mídia e os jornais nos fazem acreditar que a coisa esta melhorando. Melhorando como? A concentração de terras na mão de poucos só aumenta. Mais agricultores familiares estão sendo despejados. Antes o despejo dos "vassalos" era sumario, bastava expulsar, mas hoje tornou-se oficializado. O pequeno agricultor massacrado, fica sem produzir, quebra, não tem mercado para escoar sua pequena produção, se vê falido. Doente e sem perspectivas, vende sua terrinha por uns trocados - ou usando a moeda agraria, alguns sacos de graos - e vai engrossar o cinturao de pobreza das grandes cidades, cada vez mais inchadas.
 
Por que Sao Paulo esta matando 111 por semana? Curioso, o numero 111 regressa, vinte anos depois. Foram tambem 111 os massacrados no Carandiru. Mas agora são policiais, jovens, trabalhadores e traficantes, tudo junto e misturado. Coincidencia? Sinal dos tempos? Nada disso! A coisa começa nos campos, na desigualdade produtiva, de escoamento dos produtos, no esmagamento do homem do campo pela maquina do agronegocio.
 
Florestas e nascentes desaparecem em um monte de entulhos, esmagadas por maquinas semelhantes a tanques de guerra para que surja um "reflorestamento" de eucaliptos. Mesmo no interior - diga-se de passagem, no interior do rico Estado de Sao Paulo - cada vilarejo já dispõe de sua miséria, seus desempregados, usuários de drogas e traficantes. São ainda a primeira geração perdida de filhos de agricultores que perderam o sentido de suas vidas. Se isso ocorre no estado mais rico, o que se dira do restante do pais? Pois este modelo só pode dar seqüência a uma rede do mal, nunca a um circulo virtuoso.

Esta especialização do modelo agronegocio esmagador da sociedade agraria original se perpetua nas faculdades de agronomia, formando tecnocratas frios que sao capazes de escoar a produção de agrotóxicos das industrias químicas e despeja-los sobre os nossos alimentos. O mesmo ocorre com os transgenicos, cada vez mais banidos das lavouras do mundo e em escala crescente geométrica no Brasil.

A senadora Cátia Abreu aparece no mesmo anuncio, vestindo despudoradamente a camisa da seleção brasileira. A mesma que aparece no filme "O veneno esta na mesa" de Silvio Tendler, afirmando: "o pobre tem que comer com agrotóxicos sim...".

O Brasil é o maior usuário de agrotóxicos do planeta, e agrotóxicos estão relacionados a todos os tipos de cancer. Mas o lado "agro" do ensino medico, a industria de medicamentos, lava as mãos. Nossos alunos de medicina saem da faculdade ignorando a toxicidade destes pesticidas.

Não causa espécie que o anuncio televisivo use o nosso ingênuo rei para vestir a camisa que tanto honrou nos campos. Na verdade, se os patrocinadores agroindustriais colassem seus nomes na camisa, mal se poderia ver o amarelo. Podemos não ter o mesmo poder midiatico e a mesma grana que estes alfaiates. Mas escrevo estas linhas na esperança de que cada vez mais brasileiros possam entender que o rei esta nu.


--
Alberto P. Gonzalez, médico
Alameda Araguaia, 1293, cj 304
Alphaville - São Paulo BRASIL
Tel. (11) 4195 4546 / 4500

www.doutoralberto.com

Entrevista concedida ao Kölner Stadt-Anzeiger


Entrevista concedida ao Kölner Stadt-Anzeiger (jornal da cidade alemã Colônia), publicada no dia 26 de setembro de 2012, com perguntas e respostas relativas ao alimento vivo. Na foto de receitas, uma "Caldeirada de Frutos do Mato" feita com brócolis, couve flor, alho-poró, acelga e agrião. 
A entrevista foi concedida em idioma alemão e foi muito bem interpretada pela jornalista Lioba Lepping. Mantive todos os meus pontos de vista, enaltecendo o potencial dos alimentos vivos em preservar suas moléculas ativas disponíveis para nossa dieta diária, os riscos de uma alimentação baseada em amido, açúcar e gorduras hidrogenadas e as doenças originadas pelo padrão industrializado de alimentação. Destaquei que os alimentos vivos podem solucionar estas doenças em países ricos e pobres, e que no Brasil já 50% da população menos favorecida apresenta sobrepeso ou obesidade. Doenças como ateroesclerose, diabetes tipo II, hipertensão, inflamatorias do sistema digestivo e reumáticas podem ser revertidas por uma alimentação que chegue a 80% de alimentos vivos. 
Ao final destaquei nossa atividade no Brasil e os novos rumos da saúde, quando vistas de um ponto de vista racional, onde a alimentação seja a mais prioritária das metas a serem atingidas.
Quando perguntado sobre o que comer em dias de inverno, mencionei e demonstrei a panela de pedra brasileira como estratégia para aquecer alimentos vivos a uma temperatura máxima de 42 graus centígrados, mantendo assim todas as características enzimáticas protetoras. Esta informação acabou por gerar o título da matéria. Também, alguns alimentos como nozes e sementes apresentam calorias intrínsecas, que aumentam o calor da dieta.
Considero esta entrevista marcante, com destaque em pais tao desenvolvido como a Alemanha e concedida por medico brasileiro com conhecimento de causa. Pode ser que o fluxo de informação esteja mudando e países antes denominados periféricos passem a oferecer valiosas chaves na definição do cenário mundial de saúde. Por outro lado, é grande o interesse dos participantes alemães, nesta turne de palestras, em visitar o Brasil e nossos cursos de fisiologia medica aplicada a alimentação (cursos Bases I e II). 
Mais informações pelo blog www.doutoralberto.com


Palestras na Alemanha

 

 
 
 
Olá amigos, desculpem o texto em alemão. Ele se refere a minhas palestras e demonstrações culinárias que acontecerão nas cidades alemãs de Colônia, Hamburgo, Berlim e Munique e depois na Áustria, na cidade de Viena. Serão nos meses de setembro e outubro de 2012.
 
Também está programada uma semana de curso BASES em alemão (Physiologisches Grundlage der Naturtherapie), na cidade de Allgäu, Alemanha central.
 
O curso BASES lotou e já temos pedidos para nova visita à Alemanha ano que vem, além de recebermos os amigos europeus nos cursos que conduzo na linda natureza da região do Parque Intervales, no interior de São Paulo. A novidade aqui é a parceria iniciada com o Paraiso Eco-Lodge, um complexo de quatro a cinco estrelas localizado meio a mata Atlântica. Uma parceria que pretende colocar o eixo Ribeirão Grande-Capão Bonito-Guapiara no mapa dos centros de terapia natural do país
 
Já a parceria Brasil-Alemanha tem a ver com o Norbert Wilms, um colega que conheci no Congresso Vegetariano de Dresden, na edição comemorativa de 100 anos de Sociedade Vegetariana na Alemanha.
 
Só fortalece e dá mais bases científicas para meu próximo livro, "O Cirurgião Verde", que pretendo editar no inicio de 2013, em português, inglês, alemão e espanhol. Teremos versões on-line e impressa, além de vídeos demonstrativos das aulas culinárias de minha assistente Maya Beermann. Ela participará da palestra e aula culinária de Viena.
 
Tanta curiosidade do público alemão está sobre o modelo de saúde que nossa equipe vem desenvolvendo. Embora ainda não visível ao grande público e ao sistema de saúde do Brasil, ele já vem beneficiando populações através de nossas conexões com o Programa de Saude da Família de Capão Bonito e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde de Osasco, ambos filiados às respectivas secretarias de saúde.
 
Mais inovador ainda é nosso Programa de Saúde da Terra, que reconhece neste elemento vivo a base estrutural da saúde humana e traduz estes fatos para a realidade através de parcerias com pequenos produtores orgânicos locais.
 
Grato a todos que me apoiam nesta caminhada ainda solitária, mas coberta pela gratidão e pelo amor daqueles que se beneficiam da mão caridosa de nossa Mãe Terrena. Grato a esta grande Mãe, tão materna aqui como em outras distantes paragens.
 
Alberto P. Gonzalez
Médico, escritor, cientista e professor
 

RIO + 20 + 40 + 60


RIO + 20 + 40 + 60

Nenhuma cidade representa tanto o Brasil como o Rio de Janeiro. Nos próximos dias e depois disso, meses e até anos, os olhos do mundo estarão voltados para o Rio e para o Brasil. Mas o que nós, cariocas e brasileiros estamos fazendo?

Ao nos dispormos a ser sede da reunião de cúpula mundial sobre o meio ambiente nos tornamos assim como um aniversariante que chama seus convidados para uma casa que está sem vaso sanitário, cheia de lixo ao redor, com uma cozinha que enche de fumaça a sala e ainda, com todos os vizinhos, muito pobres, avançando sobre a mesa e levando o bolo da festa.

O Brasil ainda tem muito a resolver, e não são condições simples assim. Mais uma vez são as corporações dominantes e interesses congressistas que determinam o que acontece no nosso meio ambiente. Há poucas semanas já tinhamos um código florestal vergonhoso, adotado após votações igualmente vergonhosas por um congresso manipulado pela Monsanto, DuPont e Dow Chemical e sua testa de ferro, a bancada ruralista brasileira. Com o veto parcial da presidenta, nos resta aguardar o retorno ao tão famoso congresso nacional.

O Brasil é o maior consumidor de venenos agrícolas do planeta, com a distribuição per capita atualizada chegando a 8,9 litros de veneno por brasileiro. Florestas são devastadas para produzir soja para alimentar porcos na Dinamarca. Nossos minérios e nosso equilíbrio mineral, incluindo a frágil camada pré-sal são bombeados e dragados como um parasita destroi uma fruta. Tudo é enviado em navios para a China e outros destinos.

Ao mesmo tempo, a expulsão dos pequenos produtores e famílias do compo, a verticalização das metropoles e o aumento da população urbana de baixa renda e de periferia determina uma devastação dos recursos hídricos, com poluição por lixo, venenos químicos e dejetos fecais contaminantes.

A vida na terra não está ameaçada, pois as bactérias, os fungos e os insetos vão continuar, mesmo que derretamos as calotas polares, como gelo no suco, mesmo que rompamos com toda a camada de ozônio da atmosfera. O que está ameaçada é a vida humana. Estamos desequilibrando as condições que mantém a vida humana no planeta e colocando em risco a nossa própria espécie. Há 8.000 anos atrás dizia Zaratrustra, na antiga Pérsia: se o homem desafiar a natureza, esta mesma natureza o destruirá.

Por incrível que pareça, os destruidores do planeta, repito - as corporações - que produzem automóveis como palitos de fósforo, devastam cerrados e florestas como brinquedos de criança ou despejam venenos em todo o pais com a mesma facilidade que regamos um jardim, estes sim nem se importam com o resultado, pois o que lhes interessa é o dinheiro. E o que farão eles com o dinheiro? Construirão muralhas para proteger-se de terremotos, tsunamis e erupções?

Por isso escrevo este texto batendo sempre na mesma tecla. Nós, anfitriões da festa ecológica, tupiniquins modernos de celular, é que temos que mudar estas coisas por iniciativa própria. É nossa diversidade racial, cultural e natural brasileira que resulta nesta criatividade que não tem fim que pode mudar o atual estado de emergência.

Cuidando do que comemos, refletindo como aquele alimento chegou até nós, quanta devastação provocou, quanto lixo ele produziu. Se pudermos usar uma bicicleta, às vezes pelo menos Se pudermos usar metrô e ônibus, para uso urbano ou viajar, se pudermos formar uma massa crítica que exija do governo e de sua riqueza mais trilhos, mais bondes, metrôs e ferrovias modernos.

Enquanto ficamos de braços cruzados, assistindo televisão, os inimigos do verde assombram o ar. Os que lucram com a devastação de nossas florestas, com a produção de toneladas de lixo e da poluição de nossos recursos hídricos estarão agindo em nome da única coisa que lhes interessa.



Novidades

NOVIDADES
 
Capão Bonito, pequena e aconchegante, localizada à beira do planalto de onde descem as suntuosas encostas que se dirigem ao mar, formando a maior aglomeração de mata atlântica do Brasil. Uma natureza exuberante, uma cidade tranquila do interior de São Paulo. Parece uma realidade pacata. Mas aqui estamos com nosso grupo de trabalho em plena ação, procurando realizar a dificil tarefa de transmitir conceitos alimentares diretamente para a população. Difícil sim. Como costumo dizer: "se fosse fácil já tinham feito".
O que fazemos é calcado na mais sólida base de conhecimentos sobre alimentos funcionais. Faz sentido, é agradável aos olhos e ao paladar. Com estes atributos, parece uma tarefa fácil. Mas não é.
Lidamos com uma população que defende seu ponto de vista alimentar, mas não um ponto de vista de uma tradição antiga. O que a nossa população hoje defende é o padrão sintético-artificial-instantâneo, ao qual estão agarradas e acondicionadas. Uma pesquisa descreve que hoje em dia 90% das familias brasileiras não preparam mais seus próprios alimentos. Apenas os retiram de uma embalagem e os comem diretamente ou apos fervura ou mistura e fornagem. Ainda, podem descongelar e aquecer em forno de micro-ondas. Ou seja, a tradição cultural alimentar cedeu lugar ao alimento pasteurizado e processado.
Esperávamos mais pressão de uma tradição alimentar tropeira ou típica do interior do Brasil. Mas esta tradição já se foi há algum tempo. Sobram os heróicos arroz com feijão e as carnes, que tambem não mudaram.
A industria alimenticia comemora o fim do alimento tradicional brasileiro, pois seus domínios e seus lucros são colossais. Os produtos industrializados não são facilmente perecíveis, podem ficar meses nas prateleiras, podem ser transportados em massa, em embalagens estereis e levados a qualquer local. Isso cria uma logistica de enorme eficiência.
O que vi uma vez no bairro de São José Abaixo causou-me espanto: uma comunidade com uma linda natureza, e pequenas propriedades, mas nenhuma produção de alimentos. Aqui temos o cenário: uma população já acostumada ao padrão processado e sintético industrializado e a perda da tradição em cultivo. Nos dois pequenos comerciantes da localidade rural havia todo tipo de alimentos sintéticos e uma especie de mortadela, embalada hermeticamente, adicionada com muito nitrato e conservantes, por um baixo preço e provavelmente a "vedete" entre os alimentos oferecidos. Um sub-produto da industria da carne, feito com todas as sobras do frigorífico, pasteurizado e processado com altos niveis de conservantes. Foi quando me veio a pergunta:
- Se aqueles que vendem alimentos que fazem mal se organizam tão bem, porque nós que advogamos alimentos que fazem bem nos organizamos tão mal?
Algumas iniciativas, como a própria Rede SANS, são muito bem organizadas, mas como comparar ao poderio das indústrias de alimentos? Neste sentido posso dizer, do fundo do coração "esperançosamente": LANÇAMOS UMA NOVA FRENTE. Alugamos um galpão, e pretendemos aí desenvolver alimentos saudáveis, que possam ser comprados e consumidos por diversos níveis de renda: pães, bolachas, leites vegetais, frutas desidratadas, suco verde e outros mais, pensando na população em geral e merenda escolar.
Queremos que nossos produtos sejam organicos e valorizem os pequenos produtores rurais, estimulando-os a produzir e garantindo o escoamento de sua produção.
Queremos receber e distribuir toda a possivel produção orgânica da região, atuando como atravessadores conscientes, que não visem o lucro abusivo, mas distribuam o alimento pagando o melhor preço ao produtor e o menor preço ao consumidor
Tambem queremos ai um centro de encontro entre a população jovem, que estuda em escolas como ETEC e FATEC, com produtores locais. Temos grande aliados, Mário Scalambrino, professor da ETEC e seu diretor Denis Maricato. Lá estão implantando uma horta-escola entre outras iniciativas. Queremos contar com mais setores de Capão Bonito, como você, leitor. Vamos chamar também gente muito especial, profissionais que atuam no interior, no Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul e Brasilia. Muitas palestras e agito cultural, com filmes clássicos e oficinas em sustentabilidade.
Nosso maior alvo são os jovens de todas as idades, os de todas as crenças e os que não acreditam em nada: aqui voces são bem vindos com sua jovialidade. Queremos oferecer a voces algo em que acreditar e onde depositar sua energia inovadora.
Uma novidade que tambem foi pensada e executada. Já que não dispomos de uma livraria na cidade, o livro LUGAR DE MÉDICO É NA COZINHA, de minha autoria e nossa principal "apostila", estará disponível, dentro do preço nacional, na banca do Seu Hilário, na praça central.
Bem, na próxima edição já estaremos lançando nosso quadro e calendário de atividades, fiquem ligados!!
 
www.doutoralberto.com

Bases II - Corpus Christi

Dr. Alberto Peribanez Gonzalez,

Maya Beermann e a equipe da

Oficina da Semente


convida todos a participar

do curso de extensão


Bases Conscientes da Terapêutica Natural, Jejum e Desintoxicação

o “Bases II”

2 a 10 de junho de 2012 (incl. feriado de Corpus Christi)




Sete dias de jejum de bebidas energéticas e desintoxicantes, descarga hepática, meditação, práticas ayurvedicas e alimentação viva; no tradicional sitio orgânico Catavento, próximo ao aeroporto de Viracopos, Campinas
Aguardamos vocês

Maya Arruda Beermann
Oficina da Semente
Tel:(15) 3542 3878
(15) 8117-6084 (Tim)